Mario Mancuso On May - 25 - 2012

A Senhora do cemitério da Paz

Era um dia normal de trabalho, e como sou Analista de Suporte, costumo sair para almoçar mais tarde por costume e por achar mais tranquilo também.

Naquele dia saí um pouco mais tarde , por volta de 15:30, e resolví comer um lanche em uma lanchonete aqui perto do trabalho. Ah,  eu trabalho de frente para o Shopping Portal do Morumbi e próximo ao “cemitério da PAZ”, no bairro do Morumbi em São Paulo, Capital.

Depois de comer estava dando uma caminhada pelo bairro, e parei em um semáforo esperando o sinal para os pedestres abrir para que pudesse atravessar a avenida Dumont Villares quando, de repente, uma senhora bem idosa apareceu do meu lado, não sei de que direção ela veio ou se materializou-se do meu lado, mas era bem simpática, usava roupas aparentemente antigas, mas bem cuidadas, maquiagens bem fortes com aquelas bochechas vermelhas e coradas e batom vermelho, como se quisesse cobrir uma aparência mórbida.

Ela puxou assunto comigo, muito educada me deu boa tarde e disse que tinha acabado de voltar de muito longe e estava perdida, mas que morava ali e queria saber onde ficava a Av. Luís Migliano.

Auxiliei ela dando as coordenadas e perguntei se ela sabia o número do local para eu dizer aproximadamente onde era a casa dela.

Então foi que ela me disse que era no cemitério da Paz.

Na hora nem me toquei. Confesso que ensinei o caminho, até disse para ela tomar cuidado ao atravessar pois naquela faixa de pedestres os motoristas não costumam parar nem quando o semáforo está fechado para os carros.

Ela agradeceu e seguiu em frente, eu ia entrar no Open Center para cortar caminho até o escritório que era na rua ao lado, mas aí pensei: “Ora, vou acompanhar a Senhorinha simpática e ajuda-la a atravessar a rua, afinal faz parte do meu caminho e eu ainda tenho tempo de sobra do meu horário de almoço”.

Mas a Senhora simplesmente sumiu, o único lugar onde poderia ter entrado para desaparecer tão rápido seria em uma padaria que tem alí perto ou na drogaria. Entrei nos dois lugares e nada dela.

Coincidência  ou não, no exato momento senti um calafrio na espinha e os ventos aumentaram muito, quando voltei para o escritório ainda um pouco confuso com tudo aquilo, a energia do prédio acabou. Sem nada para fazer fiquei sem poder trabalhar até as 18:00, quando a energia se restabeleceu, porém como havia começado uma chuva forte aguardei um pouco para ir embora e fiquei no escritório até por volta das 19:30.

Quando a chuva havia parado fui embora e ao sair do prédio havia um blackout no bairro, e justamente onde pego ônibus é o ponto do Portal do Morumbi.

Nesse dia caminhei até pelo menos dois pontos anteriores pois confesso que o medo não me deixou r ficar em um ponto coberto com árvores, totalmente escuro com aquela, garoa fina, um vento forte e ainda de frente para um cemitério.

No dia seguinte fiquei sabendo que um carro havia capotado justamente no ponto de ônibus do cemitério mais ou menos naquele horário.

Me pergunto, será que a Senhora me ajudou? Será que a intenção dela era me matar? Será que tudo não passou de coincidências misturadas com minha imaginação fértil ou realmente foi algo do além?

São perguntas que talvez jamais saberei a resposta.

 

Relato mandando pelo internauta Alan Silva de São Paulo

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